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Silvana Rizzioli
Eleições Itália 2018
Candidata ao Senado


Silvana Rizzioli
Senado Itália 2018






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Encerramento das eleições italianas no Brasil
Encerramento das eleições italianas no Brasil Eu me candidatei ao Senado Itália 2018 a convite do Desembargador Wálter Fanganiello Maierovitch. Aceitei entrar na campanha para candidata ao Senado Itália pelo Partido ‘Liberi e Uguali’, mas principalmente pela confiança, dignidade, coerência e legitimidade que Wálter daria ao processo eleitoral e ao Partido. Esta foi minha primeira experiência política ao longo de minha vida executiva e meu principal objetivo foi transferir experiências e competências para oferecer maiores oportunidades aos italianos e seus descendentes na América do Sul e construir um mundo melhor para as gerações atuais e futuras. O partido ‘Liberi e Uguali’ foi criado no dia 03 de dezembro de 2017. Sua criação foi embasada em Valores, ou seja, nos princípios absolutos da Constituição Italiana. O objetivo era proporcionar aos eleitores da América do Sul propostas alternativas ao Partido Democrático, completamente desgastado. No entanto, seja pelo pouco tempo disponível para a realização da campanha, pelo conformismo, pelo histórico e pela pouca politização dos próprios eleitores na América do Sul tivemos um resultado focado em escolhas totalmente direcionadas aos partidos de direitas e no segregacionismo da Lega. A Argentina exerceu uma expressiva oligarquia e uma forte influência nos estados brasileiros. O Brasil, País de dimensões continentais, teve pouquíssima participação de cidadãos e descendentes italianos no processo eleitoral (podemos falar de pouco mais de 30%). Além disto, por falta de informação e pela complexidade do processo eleitoral via Correios, cerca de 20% das fichas foram invalidadas pela ausência do comprovante eleitoral. Também, devido às férias coletivas e do Carnaval no Brasil, muitas fichas não chegaram aos Consulados em tempo hábil. Este processo eleitoral por correspondência, totalmente arcaico, está aberto a fraudes, como já aconteceu no passado. Podemos considerar que estamos tendo novamente influências fortes e partidárias de direita e de extrema direita, ou seja os italianos nostálgicos e fascistas se encontram em todas as circunscrições fora da Itália. A Itália e a América do Sul não têm interesse em criar condições de igualdade para seus cidadãos, mas sim cada vez mais elitizações e a conivência com governos capitalistas. Infelizmente esta é a condição dos Italianos e seus descendentes na América do Sul, população desinteressada, inexpressiva e cada vez mais interessadas nos processos de cidadania, não para expressão do “jus sanguinis”, mas sim como obtenção de “visto turístico” e facilitações impróprias para quem não conhece sua geografia, sua cultura e o básico do seu idioma. Não adianta ter “uma Itália fora da Itália” nestas condições e com esta mentalidade oportunista. Realmente este perfil de italianos residentes nas circunscrições externas, não merecem nem a cidadania e nem o direito de voto. Silvana Rizzioli